A eleição presidencial de 2018 no Brasil foi um evento histórico, com mais de 147 milhões de eleitores registrados para votar. A eleição aconteceu em um contexto político tumultuado, com muitos brasileiros insatisfeitos com a liderança do governo anterior e com a incerteza sobre o futuro político do país.

A campanha eleitoral de 2018 foi marcada pelo assassinato do candidato Jair Bolsonaro, que sobreviveu a um ataque a faca em setembro e acabou conquistando a presidência do país no segundo turno das eleições. Bolsonaro era um dos candidatos mais polêmicos e controversos da eleição, e sua vitória foi surpreendente para muitos analistas políticos.

No primeiro turno das eleições, Bolsonaro ficou em primeiro lugar, com cerca de 46% dos votos válidos. O segundo lugar ficou para Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), com cerca de 29% dos votos. Os outros candidatos mais bem colocados foram Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e João Amoêdo.

Haddad, um professor de direito, foi escolhido como candidato do PT depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi impedido de concorrer por estar cumprindo uma pena de prisão por corrupção. Haddad teve que lidar com a falta de apoio popular e com as críticas dos adversários durante toda a campanha.

Ciro Gomes era o terceiro colocado nas pesquisas eleitorais antes do início da campanha, mas conseguiu conquistar um quarto lugar na votação com cerca de 13% dos votos. Gomes representa a esquerda moderada e tem ideias progressistas em muitas áreas, incluindo a economia e a educação. Ele também defende reformas políticas e tributárias para tornar o país mais justo e igualitário.

Geraldo Alckmin, ex-governador do estado de São Paulo, defende reformas econômicas e políticas para modernizar o país. Amoêdo é um empresário e defensor do liberalismo econômico.

A eleição de 2018 foi marcada por questões importantes que afetaram a escolha dos eleitores. A corrupção, a violência, a economia e a questão da democracia foram algumas das principais questões discutidas pelos candidatos durante a campanha.

A corrupção foi um tema importante para muitos eleitores, especialmente depois da Operação Lava Jato, que expôs a corrupção na política brasileira. Bolsonaro foi um dos candidatos mais fortes nessa questão, prometendo medidas duras contra a corrupção e a impunidade.

A violência também foi uma questão importante durante a campanha, com o aumento do crime em muitas cidades brasileiras. Bolsonaro defendeu uma política de combate à violência mais rígida, incluindo mudanças nas leis para permitir o porte de armas. Haddad, por outro lado, propôs medidas para melhorar a segurança pública e reduzir a violência.

A economia foi outra questão importante, com muitos eleitores preocupados com o aumento do desemprego e a crise econômica no país. Alckmin e Amoêdo propuseram medidas para estimular o crescimento econômico e criar empregos. Haddad, por sua vez, defendeu o aumento dos gastos públicos como forma de estimular a economia.

A questão da democracia também foi discutida durante a campanha, especialmente depois do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e da prisão do ex-presidente Lula. Bolsonaro e Haddad tiveram opiniões bastante divergentes sobre o tema, com Bolsonaro defendendo medidas para combater a corrupção e a criminalidade e Haddad defendendo a democracia e os direitos dos trabalhadores.

No final das contas, Bolsonaro foi eleito com 55% dos votos no segundo turno, derrotando Haddad por uma margem significativa. A vitória de Bolsonaro foi vista por muitos eleitores como uma oportunidade para mudar o país e combater a corrupção e os problemas econômicos e sociais que afetam o Brasil. No entanto, sua eleição também gerou preocupações sobre a polarização política no país e os riscos para a democracia.

Em resumo, a eleição presidencial de 2018 no Brasil foi um evento importante e polêmico que refletiu as tensões políticas e sociais do país. A vitória de Bolsonaro representou a escolha de muitos eleitores para mudar o país, mas também gerou desafios para o futuro político do Brasil.